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 [Dogma] O Funeral

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Rodrigo Capelo
[PNJ] Senescal d'Óbidos
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Mensagens : 511
Localização : Óbidos
Actividade : Grão-Mestre

MensagemAssunto: [Dogma] O Funeral   Qua 15 Fev 2012, 21:28

Citação :
I) Administração

A) As condições

-1) Ser reconhecido definitivamente morto pelo menos por um médico e um clérigo. (Ter sido Erradicado)

-2) Ser Baptizado ou ter pedido recentemente o processo de baptismo (no mínimo ser inscrito nos Arquivos do Vaticano). Em relação aos Funerais, os catecúmenos são, portanto, considerados como fiéis.
Não estar sujeito a interdições (Ver ponto C).

B) O lugar

Para todos os fiéis falecidos, os funerais devem ser, geralmente, celebrados na igreja da sua própria paróquia.
É permitido a todos os fiéis, como àqueles que têm de se ocupar dos funerais de um fiel morto, de escolher para os funerais uma outra igreja com o consentimento do pároco desta e informando o próprio pároco do falecido.
Se a morte ocorreu fora da paróquia, e o cadáver não for expedido, ou se nenhuma igreja foi escolhida para o funeral, este será celebrado na igreja paroquial onde ocorreu a morte.

C) As interdições

Podem ser privados de funeral eclesiástico, a menos que tenham dado algum sinal de arrependimento antes da morte:
1. Os apóstatas, heréticos e cismáticos notáveis;
2. Os outros pecadores manifestantes, em que os funerais eclesiásticos não podem ser concedidos sem escândalos públicos por parte dos fiéis.
3. Suicídios.

Se alguma dúvida surgir, cabe à Santa Inquisição decidir.

D) O Organizador

É o pároco da paróquia que tem a obrigação e responsabilidade de organizar este sacramento, em caso de impedimento ou no caso de não haver um pároco ou um diácono, o oficiante pode ser um clérigo reconhecido pela Igreja Aristotélica, não estando sujeito a interdições.
No caso de enterro de um membro do clero, de um nobre, ou de pessoas importantes, o pároco responsável pode pedir ao seu Bispo ou a um Cardeal para dirigir a cerimónia.


II) Exemplo de Cerimónia

Jeandalf escreveu:
Enterro

Porquê enterrar os mortos?

O homem feito de terra e água é por natureza atraído pelo centro da terra, mas a verdadeira amizade elevará a sua alma e se ela for digna de ir ao encontro de Jah ela não se afundará como o seu corpo em direcção ao fogo do inferno, mas pelo contrário ela encontrará a sua verdadeira natureza que é elevar-se em direcção a Jah.

1) O princípio (seja à recolha do corpo, seja à chegada do caixão à igreja ou ao cemitério)

O pároco: Depois de todos os nossos olhares que se cruzaram com o seu, que ele possa enfim ver o teu, Senhor.
Os fiéis: Jah, não desvies o teu olhar do nosso amigo(a).

O pároco: Depois da amizade que ele recebeu e que guiou a sua vida, conceda a última amizade que é a sua, Senhor.
Os fiéis: Jah, não desvies o teu olhar do nosso amigo(a).

O pároco: Depois da tristeza e as lágrimas que escureceram a sua vida, ilumine o seu caminho para a eternidade.
Os fiéis: Jah, não desvies o teu olhar do nosso amigo(a).

O pároco: Meu Jah, nós viramos para Ti as nossas esperanças na hora onde desaparece o corpo de um amigo que nos é querido.
Concede-nos a esperança de o rever perto de Ti por toda a eternidade.

Todos: Amén


2) Na Igreja ou no Cemitério

À entrada encontra-se um cesto de vime com um único objecto, um medalhão de Aristóteles e, eventualmente, o presente do pároco se era um amigo próximo do falecido, os amigos deixaram um fruto ou um pão no cesto. Às vezes alguns deixam algumas moedas ou algo consumível. (O conteúdo do cesto será distribuído aos mendigos depois da cerimónia).
Depois de toda a gente estar no seu lugar, alguém próximo do falecido irá buscar o cesto e uma parte das ofertas para o momento de sinal dos amigos. Em geral, é a mesma pessoa que lerá o texto em sinal de memória.


Irmãos, se nós estamos aqui, é para partilhar a nossa amizade que aqui está na tristeza. É também para lembrarmo-nos que Jah se lembra de tudo o que houve de bom na vida do nosso irmão (irmã) e pedir-lhe para fazer uma boa recepção.

O Sinal da Luz:
(Acendemos em silêncio as velas à volta do caixão)

O pároco: "A Amizade é a luz do mundo, é a chama que aquece o nosso coração.
Que ela ilumine agora o caminho de «Nome do Falecido» que o(a) conduza agora ao Reino de Jah!"

O Sinal da Fé:

O pároco: «Nome do Falecido», nós pousamos esta cruz Aristotélica sobre o caixão.
Esta Cruz é o sinal que liga Aristóteles e Jah, que ela seja para ti um sinal de cumprimento e de vida eterna.

O Sinal dos Amigos:
(Um dos Amigos do falecido trás o cesto da amizade)

O pároco: «Nome do Falecido» nós pousamos estes presentes sobre o teu caixão, sinal da nossa amizade, sinal das nossas orações, sinal do nosso coração.

O Sinal da Memória:

Este enterro lembra-nos várias coisas:
- A lembrança de um amigo aristotélico que nos deixou. De um homem (de uma mulher) que tinha uma história, única, com Jah. Que estava cercado de ternura por Jah. Que viveu, ou não, a experiência desta ternura.
Aqui estamos, vários de nós nesta capela, à volta de: «Nome do Falecido», para termos consciência deste modo de amor que o sempre uniu a Jah, que une Jah a cada um de nós, a todo o instante.
- A morte virá para cada um de nós, para uns, próxima, para outros, mais tarde.
Para uns na sua juventude, para outros na sua velhice.
Jah preveniu-nos: "Estejam prontos, estejam sempre prontos porque não sabem nem o dia nem a hora".
Aristóteles guiou-nos e Cristo convidou-nos a seguir o exemplo dele, a encontrar a nossa alegria a viver para os outros, a amar como os outros nos amaram.
Estamos aqui para orar. Nós invocamos Aristóteles para medir os pecados do nosso irmão (irmã) e que Cristo interceda perto de Jah para que ele o receba no seu Paraíso.

Deixamos agora aqueles que o conheceram falar dele (dela).

Citação :
Aqui intervêm aqueles que desejarem.

O Sinal de Adeus:

O pároco: Antes de sair da capela, vamos dizer um último adeus ao nosso irmão (irmã) «Nome do Falecido».
Com respeito e afecto, confiamo-lo(la) a Jah na esperança de nos encontrarmos um dia perto dele(ela).

(Um instante de silêncio)

Com todos aqueles que nos antecederam e que já vivem perto de Jah, com o imenso cortejo de santos, nós desejamos-lhe uma boa última viagem ao seu invólucro carnal.


O Enterro

Nós vamos agora confiar à terra, o corpo do nosso irmão (irmã) neste lugar onde já descansam alguns dos nossos familiares. O momento chegou de lhe dizer "a Deus".
É um momento de tristeza, mas a esperança é mais forte em nós, porque nós esperamos revê-lo, quando Jah nos reunir, na alegria do seu Reino.
Recolher-nos-á pensando em tudo o que nós vivemos com «Nome do Falecido», ao que ele é para nós, ao que ele é para Jah.

(Silêncio durante a descida do caixão)

Depois o pároco asperge o caixão com água benta e diz:

"Esta água, lembrança do teu baptismo,
lembra-nos que Jah fez de ti sua criança.
Que ele te receba hoje na sua Paz"

(O pároco pode dizer umas palavras de condolências para terminar e anunciar o dia da Missa por alma do falecido)

Fim da cerimónia para os amigos e familiares que desfilam lançando uma mão de terra no túmulo.
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