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 [Dogma] Sacramento da ordenação e benção em geral

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Rodrigo Capelo
[PNJ] Senescal d'Óbidos
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Mensagens : 511
Localização : Óbidos
Actividade : Grão-Mestre

MensagemAssunto: [Dogma] Sacramento da ordenação e benção em geral   Qua 15 Fev 2012, 21:26

Citação :
Só a ordenação é considerada como um sacramento por inteiro, a consagração e a bênção são simplesmente parte dela, pois as três cerimónias têm por objectivo permitir-nos aproximar do divino.

A ordenação (dogma)

Introdução, o que é o éter.

Segundo os antigos, Éther (Éter) é um deus primordial da mitologia grega, que personificava as partes superiores de céu, tal como o seu brilho (isto citando a língua poética clássica, onde chamam éter ao céu puro). Surgiu do princípio que afirmava que a Natureza tem horror ao vazio, Aristóteles utilizou o termo éter para nomear aquilo designado como quinto elemento, que compõe a esfera celeste, em oposição aos quatro elementos clássicos (água, fogo, ar, terra). O éter é inalterável e não se mistura com as outras matérias, é o éter, que é representado pelo arco-íris, que conduz a alma ao paraíso. O éter ou "primeiro corpo" (que os escolásticos nomeiam de "quinta essência") constitui a substância dos astros.

Os seres que surgiram da criação são completos, eles estão submissos às leis do Todo-Poderoso e tendem a realizar o seu potencial e definem-se ao interior da natureza depois da perfeição da sua forma; e a sua vida como um corpo animado a que dá prioridade de acordo com a sua substância formal.
O movimento da vida é assim determinado o sonho (etimologicamente “energia que age”). Ela é vegetal (as plantas), sensitiva (os animais), ou racional (os humanos).

O nosso universo é geocêntrico, ele está dividido num mundo sub-lunar, imperfeito, submisso à alteração e à corrupção, à finitude, e num mundo supra-lunar, incorruptível, que representa os movimentos perfeitos dos astros à volta da terra.

A Ordenação

O único modo para a alma se juntar ao paraíso e para os anjos nos virem visitar, é juntar-se à quinta-essência divina. O Criador deu a Christos o poder de utilizar o éter, para permitir, aos que foram chamados para o representar na terra, estar em contacto próximo com o éter desde que elevados espiritualmente pela ordenação ao sacerdócio. Só quem foi elevado ao sacerdócio pela ordenação pode, por sua vez transmitir esse privilégio a quem mostrou vontade de seguir o exemplo de Christos, e então tornar-se um membro do alto clero aristotélico. O sacerdote é então forçosamente ordenado, recebendo esta elevação de outro sacerdote habilitado para o fazer pelo seu estatuto e cargo na Igreja.

Defrocagem, renúncia à elevação do sacerdócio.

Como o suicídio é a rejeição do presente da vida, a defrocagem é uma renúncia a estar próximo do Criador e é também um gesto forte de renunciar o sagrado compromisso.

O acto de negar o sacerdócio deve ser tratado como aquele de renunciar a um matrimónio, isto quer dizer, que as razões devem ser examinadas pelas mais altas instâncias religiosas e a defrocagem é submissa a uma aceitação com condições. Pelo contrário, se o padre renuncia unilateralmente aos seus votos, faz acto de apostasia, sendo excomungado.

A nomeação e a delegação do poder

Grande parte do clero da Igreja não é representado pelos sacerdotes. Realmente, o sacerdócio é um presente da própria comunidade e ao nosso Criador e não é o estado normal do estatuto humano, porque o estado normal é o de fiel.

Entre os fiéis alguns desejam servir o nosso criador mantendo o seu estado de leigo, eles são bons fiéis, servindo da palavra Divina através das suas diferentes funções, são eles que devem ser clérigos.
Só os quadros da Igreja, ou seja, o alto clero podem elevar ao sacerdócio.

Entre os fiéis, alguns desejam fazer parte do clero, eles são então mandatados nesta tarefa por um membro do alto clero se é para as tarefas ditas religiosas ou pelo responsável de uma congregação ou de uma ordem romana.

Só os clerigos com um cargo religioso são entronizados por um sacerdote e recebem, pela sua bênção, um lugar privilegiado com a quinta-essência, permitindo-lhes celebrar os sacramentos ligados ao seu cargo.

A cerimónia de delegação de poder ou de entronização religiosa é próxima da cerimónia de consagração. Ela é composta por uma parte com os votos ligados ao cargo e assinalados em geral no regulamento próprio desse cargo. Todas as vezes é importante que este que vai ser entronizado prometa viver em comunhão com os valores aristotélicos que Christos nos transmitiu e respeitando os seus superiores e o cânon da Igreja. Mais que as obrigações específicas do seu cargo, ele deverá assegurar a ajudar todo aquele que poder em direcção ao paraíso tudo, principalmente pela palavra, todos os heterodoxos que o circundam.

Citação :
Depois a cerimónia de votos de obediência, a mais antiga cerimónia fazia-se por estas palavras:

Que o Altíssimo proteja este(a) homem/mulher das impurezas e faça dele(a) um dos seus fieis!
Que o santíssimo Aristóteles, instigue a Razão nos seus pensamentos,
Que o Nosso Criador o/a abençoe, porque ele(a) escolheu servir a difusão da Sua palavra!
Que o santíssimo Christos instigue a paz no seu coração e o guie como ele guiou os Apóstolos.
Que este homem/mulher seja o guia dos crentes em direcção à paz, ao amor e ao paraíso.
Por Christos que consagrou os Apóstolos e pelo poder que ele nos transmitiu de perpetuar este gesto,
Eu , nomeio-te para que tu sejas o portador da verdadeira fé na comunidade dos fiéis.

, tu és nomeado para a glória do Criador e da sua Igreja terrestre. Agora todo o acto de blasfémia feito contra ti será uma injúria para o Altíssimo.


A bênção das coisas e criaturas

Grego: (eulogia)
Latim: benedictio

A bênção significa que o clérigo chama a quinta-essência divina como força de saudação. Assim abençoar alguém, era uma força de saudação. Pela imposição das mãos ou a aspersão de água benta, sublinhado do texto da bênção, o clérigo cria um lugar entre o ser ou a água benta e toda a criação instigando-a de uma força tirada do seu éter. Noutras circunstâncias, a bênção que os leigos transmitem entre eles corresponde a uma simples saudação, em homenagem devida ao rei ou a gratidão para com um benfeitor.

A bênção de Jah dirige-se sempre aos seres humanos com o objectivo de assegurar a sua felicidade. Os sinais da bênção são uma longa vida, a fertilidade, a paz e a prosperidade. A bênção fecunda os ovos da felicidade que os seres humanos realizam nas suas mãos. Então mesmo que se abençoe os animais ou os objectos, é uma acção para os humanos, e então são os humanos que são benzidos.

Um exemplo de frase ritual ligada à bênção e que foi ensinada já há muito tempo:

Bênção

Citação :
Santos Arcanjos, que cantam sem cesso elogios do criador de todas as coisas, que não respiram mais que a glória do Altíssimo, e que resplandecem o fogo do seu amor, quem apresentam ao Pai as misérias e os desejos das suas Crianças, que vêm ao nosso socorro, abençoem .

Santos Arcanjos, que nos ajudam nos nossos justos combates, que nos protegem de nós mesmos como vocês protegeram os justos de Oanylone, que seguram as nossas almas à frente do nosso Juiz e Criador, abençoem
.

Que os Santos Arcanjos e os Santos Apóstolos Titus e Kyrène, que com a força e a autoridade à nossa confiança, intercedem pessoalmente por nós junto do Altíssimo!

Que pelas orações e os méritos dos beneméritos da comunidade aristotélica vos chegue a paz, a prosperidade, a força e a saudação pela fé e o amor do nosso Criador.

E que esta bênção permita à quinta-essência divina de descer sobre [pessoa a abençoar] e que permaneça para sempre.


É habitual interceder directamente com uma súplica individual aos Arcanjos específicos segundo a causa final da bênção.

Citação :
São Gabriel, arcanjo da temperança, ajuda-nos a chegar ao puro ideal aristotélico.

São Jorge, arcanjo da amizade, guia-nos às alegrias de uma sincera amizade aristotélica.

São Micael, arcanjo da justiça, defende-nos no nosso combate. Seja o nosso escudo contra a malícia e as partidas da criatura sem nome.

São Galardiel, arcanjo da conservação, enviada do Altíssimo reza por nós.

São Sylphaël, arcanjo do prazer, ajuda-nos a aproveitar os pequenos prazeres quotidianos sem cair no excesso.

São Rafael, arcanjo da convicção, dá-nos força de exprimir a nossa fé em todas as circunstâncias.

São Miguel, arcanjo do dom do ser, guia-nos no caminho da abnegação para a grandeza da igreja e do serviço divino.

A consagração dos lugares

A consagração

Um lugar é a fronteira interna do receptáculo de uma coisa, então para consagrar um lugar é preciso primeiro delimitar este lugar.
Um lugar tem uma razão de ser, se ele é consagrado a sua função deve ser exclusivamente ligada ao sagrado e ao serviço da Igreja. Um lugar tem várias razões de poder permanecer consagrado que como a sua função principal é de servir a verdadeira fé.

O Lugar é a causa material, o sacerdote e a cerimónia de consagração representam a causa formal e a causa motora da consagração.
A causa final da consagração é a de fortalecer o lugar entre a matéria e a quinta-essência. Nós ligamos então a matéria do lugar com o éter, transformando-o numa igreja, capela, ou num lugar de peregrinação.

A consagração tem então o objectivo de ligar os 4 elementos terrestres com a quinta-essência divina.
É então necessário durante a consagração dizer algo conveniente.

- A terra, nós espalharemos pedaços de terra benta para delimitar o lugar.
- Acender-mos-emos pelo menos uma vela representante do fogo, mas também do sol.
- A consagração será feita pela aspersão de água benta acompanhada da oração da bênção.

Se a consagração se fizer no interior de um edifício, o sacerdote deverá queimar incenso para ligar o ar e o éter.

Exemplo de texto para uma consagração:

Citação :
Que o Altíssimo proteja este lugar das impurezas e que faça um lugar que Ele consagre!
Que o santíssimo Aristóteles, instigue a Razão nos pensamentos atormentados que vistem este lugar.
Que o Nosso Criador abençoe este lugar dedicado á difusão da Sua palavra!
Que o santíssimo Christos instigue a paz no coração daqueles que visitarem este lugar!
Que este lugar seja o ponto principal da nossa viagem em direcção a paz, ao amor e ao paraíso.
Por Titus que consagrou a primeira catedral, e pelo poder que ele nos transmitiu para perpetuar este gesto.
Eu <>, consagro este lugar para que ele seja um ponto de entrada na comunidade dos fieis.
Este lugar é daqui em diante um lugar consagrado interdito àqueles que não têm a fé ou que estão excluídos da comunidade dos fiéis. Todo o acto de blasfémia feito neste lugar será uma injúria contra o Altíssimo.

Os lugares consagrados estão divididos em várias categorias

Os lugares realmente consagrados, os lugares consagrados para persistir, os lugares consagrados para servir de igreja provisória.

Os lugares realmente consagrados

O lugar onde é enterrado um Santo, o lugar onde se encontra uma relíquia sagrada, o chão de Jerusalém, o chão da residência do Santo Padre assim como a sala onde ele se encontra.
Estes são em geral os sítios de peregrinação onde se sente algo muito forte como o éter e onde a comunicação com os Santos é particularmente perceptível, é um lugar privilegiado para sentir a força da fé.

Os lugares consagrados por vocação e desde o inicio

As igrejas: construídas sobre um terreno consagrado com autorização do Santo Padre ou um dos seus representantes directos, a igreja deve ser distinta de todas as outras construções e não ter outra função que ser uma igreja.
A igreja fica consagrada mesmo se ela for reduzida em cinzas e reconstruída.
As basílicas e as catedrais são um tipo particular de igrejas.
Uma basílica é um título honorífico dedicado a uma igreja pelo Papa sendo-lhes alguns privilégios dados.
Uma catedral é, originalmente, uma igreja aristotélica onde se encontra o Bispo encarregado de se ocupar de uma diocese. Contudo, existem catedrais sem Bispo, porque o nome catedral é conservado para sempre.

A função da igreja é de servir de ponte entre a terra e o éter, ela só poderá então servir como lugar de culto, de oração, e de abrigo para o clero ou para os fiéis que precisarem. O seu acesso é interdito aos heréticos e apóstatas.

Os outros lugares consagrados

Encontramos capelas, que têm uma função próxima das igrejas, mas são construídas sobre uma terra não consagrada, e/ou estão ligadas a um outro edifício.
Devemos consagra-las antes de poderem ser oficialmente religiosas, e se elas ficarem abandonadas por muito tempo sendo ocupada com uma cerimonia pagã ou pela presença de herejes elas deveram de ser purificadas e consagradas de novo.

Uma capela pode igualmente encontrar-se na natureza, ou não importa qual o sitio delimitado de maneira visível pelo sacerdote que a consagra.
A função da capela é de servir provisoriamente de ponte entre a terra e o éter, ela não perderá pouco a pouco o seu estado de consagração partindo do princípio que o sacerdote e que ela subirá uma mancha feita a uma presença pagã.
É por esta razão que as capelas onde é regularmente celebrada a glória do Criador podem ficar consagradas mais tempo que um lugar aberto.
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