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 [Dogma] O Matrimónio

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Rodrigo Capelo
[PNJ] Senescal d'Óbidos
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Mensagens : 509
Localização : Óbidos
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MensagemAssunto: [Dogma] O Matrimónio   Qua 15 Fev 2012, 21:25

Citação :
O Matrimónio

I) Aspecto dogmático

Capítulo primeiro: A amizade concretizada

O dogma da amizade aristotélica:

Citação :
“A Amizade Aristotélica” geralmente é uma forma de vida comunitária: Pelo Baptismo, cada baptizado é introduzido numa união espiritual em potência, que seria por conseguinte um contacto espiritual com todos os outros baptizados. Este ponto junta-se à tradicional noção do Baptismo que introduz à comunhão dos Santos.



Esta união espiritual, tal com todos os baptizados, exprime-se, mais particularmente, entre os cônjuges no âmbito do matrimónio. Os noivos, por um amor puro e desinteressado, são chamados a formar esta amizade perfeita que é a aliança santificada aristotélica. Através desta união tão bonita dos cônjuges é Jah, Ele mesmo, fonte de qualquer amor, que é glorificado.
Assim a amizade aristotélica concretiza-se com o matrimónio em que há uma autêntica realização.
O matrimónio é indispensável ao amor concretizado, porque decreta uma comunidade de vida que que possibilitará trazer crianças ao mundo e a fundação de uma família, a fim de tornar presente a fecundidade do amor. É um compromisso firme e forte, no qual os cônjuges comprometem-se a lutar juntos contra os germes do ódio e da desordem, transversalmente às dificuldades da vida diária.

Capítulo segundo: a sexualidade.

Esta dimensão do matrimónio como união espiritual não deve fazer esquecer que a união dos corpos é também primordial, em virtude do amor que exprime. A sexualidade é o meio escolhido por Jah para se tornar presente sobre terra a fecundidade do amor, para assegurar a fundação de uma família unida e para soldar pelos gestos íntimos a afeição dos cônjuges.
Esta sexualidade ordenada não deve conduzir a uma desregulamentação ou à satisfação selvagem dos sentidos que se poderiam sobrepor à vontade de exprimir o amor comum e de transmiti-lo a uma possível descendência. O primeiro objectivo do matrimónio permanece por conseguinte em participar na criação divina, pela aposta de trazer ao mundo filhos. Infringir estas regras seria minar os fundamentos, mesmo os da amizade aristotélica no matrimónio.

Capítulo terceiro: o matrimónio é indissolúvel?

Já que o matrimónio é fundado sobre a criação de uma comunidade de vida e de uma união profunda dos cônjuges, não pode ser considerado como uma simples formalidade que seria revogável ao desejo. A união espiritual dos cônjuges não é jamais uma situação adquirida e definitiva, convém lutar para a construir e manter. Assim, um simples desacordo dos cônjuges não pode em caso algum justificar uma separação. A via que leva ao paraíso é estreita, e pede muitos sacrifícios.
Contudo, um matrimónio pode ser anulado em certas circunstâncias, quando a amizade dos cônjuges é tornada impossível por actos graves e definitivos. A anulação deste matrimónio não dá contudo licença para voltar a casar, salvo julgamento em contrário por razões excepcionais.

Para o regulamento completo ver o direito canónico.

II) A cerimónia litúrgica.

Não existe ainda uma cerimónia padrão imposta para toda a parte, e coloca-se a questão da sua necessidade. No entanto certos pontos devem imperativamente, encontrar-se presentes nesta cerimónia:

- A cerimónia é presidida por um clérigo, de preferência o padre da paróquia da noiva. No caso de impossibilidade, o padre da paróquia do noivo pode também oficializar o matrimónio.
-Os noivos devem estar ambos presentes. O matrimónio por procuração poderá ser celebrado em circunstâncias excepcionais com a permissão do Bispo da Diocese.
-As duas testemunhas devem estar presentes. Uma para o noivo e outra para a noiva.
-Deve fazer-se uma troca dos consentimentos entre os noivos, assim como uma troca de alianças, símbolo da fidelidade e da unidade do matrimónio.

Estes pontos são os únicos pontos indispensáveis. Eis, em anexo, um exemplo de cerimónia utilizável. É certamente apenas um exemplo, e não uma norma obrigatória.

Matrimónio de e de na igreja da paróquia de :


Nesta manhã fria de inverno, está uma grande multidão no adro da velha igreja paroquial de . Hoje e , após um longo período de noivado, vão unir os seus destinos, e vão entregar-se um ao outro com a bênção divina. , desta paróquia está na sacristia, ultimando com cuidado os preparativos da cerimónia.
Entra então a correr uma criança do coro:


"Meu pai, meu pai! Eles chegaram!"diz acelerada e muito ofegante. “Calma aí, acalma-te meu filho, tem calma. Pára já imediatamente.

O , termina tranquilamente de vestir as vestes litúrgicas, e dirige-se aos fiéis, com um olhar brilhante de alegria. Aproxima-se do altar e inclina-se perante a cruz de Christos. Descendo um pouco, vai saudar a estátua de Aristóteles. Por último dirige a palavra aos noivos.

Caríssimos noivos, e ! É para mim uma alegria imensa tê-los aqui para assim receberem da Igreja este sacramento que vai fazer a vossa felicidade. Não se esqueçam nunca do compromisso que vão declarar agora na frente de todos. Vão-se unir para o melhor e para pior, vão enfrentar dificuldades, disputas e tristezas. Mas com a ajuda de Jah e os ensinamentos de Aristóteles, irão superar os obstáculos de cada dia e dar a todos o exemplo de Amizade e de Coragem. Que Jah vos abençoe!

Seguidamente o avança e lê uma passagem da vida de Aristóteles:

Citação :
Nessa altura uma grande notícia circulava na cidade de Estagira: os sábios astrólogos reportaram um cometa desconhecido no firmamento. Imediatamente a assembleia da cidade reuniu-se no Ágora, tentando descobrir a mensagem que os céus queriam enviar aos homens. Infelizmente o seu coração estava obscurecido pela sua fé errónea em falsos Deuses, e eles perderam-se em ímpias sugestões: para uns era a chegada de Hermes de pés alados. Para outros o relâmpago de Zeus abater-se-ia sobre os homens, e chegaria a hora do fim dos tempos. Só na assembleia um homem estava silencioso: a sua esposa estava prestes a dar à luz e a angústia em que estava não lhe permitia intervir. Não era o menos sábio, ou o que não escutou. A nobreza e a Paz espelhavam-se no seu rosto, bem como as marcas do trabalho duro e uma vida sem facilidades.


O retomando a palavra diz:

- Temos neste texto o exemplo de um pai nobre e sábio, que deseja a sua mulher e o filho que vai nascer. A sua existência foi marcada pela justiça, trabalho e honra. Este é o exemplo que vocês devem seguir. A honra, justiça, o trabalho diário. Aqui reside a chave para a felicidade. E talvez enquanto as vossas crianças seguem os vossos passos, terão a sabedoria de Aristóteles e a bondade de Christos.

O momento solene tinha chegado. Os noivos levantaram-se, o avançou para junto destes:

, aceitas para tua esposa, em santidade e em graça, para viver com ela no amor de cada dia? Fazer depender a tua felicidade da sua felicidade e dar pelo exemplo da vossa união um sinal visível da amizade de Jah sobre a terra? “

"Sim, aceito.

, aceitas para teu esposo, em santidade e em graça, para viver com ele no amor de cada dia? Quer fazer depender a tua felicidade da sua felicidade e dar pelo exemplo da vossa união um sinal visível da amizade de Jah sobre a terra? “.

"Sim, aceito.

O pede as alianças e abençoa-as.

- Agora pega nesta aliança e coloca-a na mão de e diz: “Com esta aliança eu te desposo”.

- Com esta aliança eu te desposo.

- pega nesta aliança e coloca-a na mão de e diz: “Com esta aliança eu te desposo”.

- Com esta aliança eu te desposo.


“Declaro-os agora unidos pelas relações sagradas do matrimónio, e Que ninguém separe o que Jah uniu! “

A cerimónia termina então na alegria mais profunda
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