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 [DC] 5.1 O Santo Ofício Romano

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Rodrigo Capelo
[PNJ] Senescal d'Óbidos
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Mensagens : 509
Localização : Óbidos
Actividade : Grão-Mestre

MensagemAssunto: [DC] 5.1 O Santo Ofício Romano   Qua 15 Fev 2012, 21:20

Citação :
A Congregação do Santo Ofício

O Santo Ofício é o guardião da incomensurável sabedoria contida nas escrituras, bem como o promotor das causas dos Santos da Igreja Universal. Dedica-se ao estudo, comentário e publicação dos textos dogmáticos. É ele que garante a integridade do Dogma, e deve velar para a sua eterna conservação.

O Santo Ofício é dirigido pelo chanceler da congregação, Cardeal designado pelos seus pares no seio da Cúria.


O estatuto de Teólogo.

É instituído o cenáculo do Santo Ofício, constituído pela assembleia dos teólogos da congregação do Santo Ofício. O cenáculo reúne-se em privado.

Causa material = pode aceder ao grau de teólogo do Santo Ofício romano os fiéis ou os membros do clero que tenham seguido um seminário de teologia especialmente organizado por Roma, e que são reconhecidos pela sua excelente competência intelectual e conhecimento do Santíssimo e verdadeiro Dogma da Santa Igreja Aristotélica Universal e Romana.

Causa eficiente = os teólogos são eleitos pelo cenáculo do Santo Ofício sob proposta do chanceler ou de um teólogo da congregação, e pela maioria dos votos expressos.

Causa formal = os teólogos são recebidos formalmente pelo cenáculo do Santo Ofício, o qual deverá publicar a nomeação na Praça de Aristóteles.

Causa final = os teólogos renovam os seus votos de fé, ou pronunciam-nos caso não sejam membros do clero, fazem votos de conservação da integridade dos textos, dos quais são os seus guardiões a custo da sua vida, e fazem juramento de sigilo sobre os debates do cenáculo do Santo Ofício que não foram tornados públicos.

Sobre o parecer consultivo

Todos os fiéis ou todos os membros do clero podem fazer um pedido de parecer sobre parte ou a totalidade do dogma. A opinião do teólogo que emite o parecer, que deverá ser formulado por escrito, tem valor oficial, e é reputado como sendo a posição oficial da Igreja Aristotélica sobre a matéria em causa.

O parecer consultivo formulado por um teólogo pode ser objecto de recurso, por parte do requerente, endereçado ao Chanceler da congregação do Santo Ofício. Caso conclua que há lugar para reconsiderar a decisão da primeira instância, deverá reunir o cenáculo do Santo Ofício para que o recurso seja debatido.

Sobre a inscrição no Índex

Todo o teólogo pode apresentar aos seus pares, no cenáculo, um pedido para a inscrição de um texto no Índex, que seja considerado como herético, ou que manifestamente constitua um risco para a integridade da Igreja Universal. Um texto para ser inscrito no Índex terá de reunir a maioria dos votos expressos nesse sentido pelos teólogos do Santo Ofício.

As inscrições no índex não são susceptíveis de recurso e não podem ser relevadas a não ser pelo próprio cenáculo, relativamente aos procedimentos formais paralelos.

Sobre a validação dos textos

Distinguem-se os textos menores dos textos maiores.

Os textos menores são os comentários dogmáticos e litúrgicos que não são eles mesmos destinados a integrar o Dogma Aristotélico.

Os textos maiores são as traduções dos antigos pergaminhos romanos descobertos após a Era da Renovação da Fé e inclui as hagiografias dos Anciãos.

Todos os fiéis ou membros do clero podem apresentar textos à Congregação do Santo Ofício para serem validados. Estes serão alvo de um exame profundo, não só da forma como também do conteúdo, pelo cenáculo dos teólogos do Santo Ofício, sob a direcção de um teólogo-relator designado para o efeito entre os seus pares.

Logo que o cenáculo considere que o texto submetido para seu exame está pronto para validação, o chanceler do Santo Ofício deve:
- Envia-lo à Cúria para validação definitiva, caso seja um texto maior
- Proclamar a validação caso se trate de um texto menor

Sobre o processo de canonização

Todos os fiéis ou membros do clero podem propor para canonização uma pessoa em relação à qual pelo menos três fiéis aristotélicos possam testemunhar sob juramento de morte, e que não seja reconhecido pela Congregação do Santo Ofício como sendo um Ancião.

Causa material = podem aceder ao estatuto de Santo da Igreja Universal: os doutores da igreja, os mártires, os pregadores e os construtores.

Causa formal = os pedidos de abertura de processo de canonização são objecto de estrito formalismo, onde o respeito é exigido, sob pena de destituição. Os pedidos são dirigidos à Congregação do Santo Ofício, e devem ser necessariamente apoiados por uma hagiografia, compilação dos elementos para justificar a canonização do interessado.

Uma hagiografia é composta:
- Pela vida religiosa do candidato à canonização (ou vita) descrita num estilo narrativo, e apoiada nos factos de modo a caracterizar o estatuto de Santo da Igreja Universal.
- Por uma síntese da filosofia do candidato à canonização, ilustrada por citações directas.
- Por uma recolha de comentários feitos pelos fiéis ou membros do clero que evidenciem o carácter excepcional da personalidade do candidato.
- Por uma recolha de máximas construtivas pronunciadas pelo candidato enquanto vida.
- Por um catálogo das relíquias associadas ao candidato (em especial a localização dos seus restos mortais).
- Por uma galeria das suas assinaturas, brasões e avatares.

Causa eficiente = As hagiografias são alvo de um exame minucioso pelo cenáculo dos teólogos do Santo Ofício, tanto na forma como no conteúdo.
Logo que o cenáculo considere que a hagiografia submetida para análise é susceptível de ser apresentada para validação, o Chanceler da congregação tem de a enviar à Cúria para parecer prévio. Se a Cúria emitir um parecer favorável, o Chanceler da Congregação do Santo Ofício deve declarar aberto o processo de canonização do candidato.

Causa final = Os processos de canonizações são feitos publicamente na Praça de Aristóteles. A hagiografia é apresentada à universalidade dos fiéis e do clero aristotélico, que poderão comenta-la livremente. Sete dias após a abertura do processo de canonização, o Chanceler da Congregação do Santo Ofício submete a hagiografia à votação da universalidade dos fiéis e do clero aristotélico. O candidato, ao fim de um período de sete dias de votação, é declarado Santo da Igreja Universal, caso a sua hagiografia recolha 70% de opiniões favoráveis expressas.

Beato

Causa material = um fiel que tenha tido uma vida e fé exemplares.
Causa eficiente = é proposto por qualquer fiel que submeta uma hagiografia.
Causa formal = validação da hagiografia pelo cenáculo do Santo Ofício.
Causa final = o beato deve ser um modelo para todos os aristotélicos.

O estatuto de Beato é atribuído a pessoas que tenham levado uma vida exemplar e que tenham realizado obras de fé.

Este estatuto é atribuído pelos teólogos do Santo Ofício. Estes verificam que a hagiografia proposta está conforme o Dogma e o Direito Canónico e que o candidato a beato levou efectivamente uma vida exemplar enquanto aristotélico.
Este estatuto é obtido através de um processo de beatificação conforme os estatutos e à organização do Santo Ofício.

A hagiografia do beato é publicada no Dogma. Poderá eventualmente servir de base para uma canonização. O beato pode ser considerado localmente como santo e, logo, ser alvo de culto.


Santo

Causa material = um beato que tenha tido um grande impacto na área da Igreja e da Fé.
Causa eficiente = é proposto, tendo por base uma hagiografia já validada, por qualquer membro do clero romano.
Causa formal = validação da hagiografia pela Cúria (após um eventual debate popular)
Causa final = o santo é um guia no caminho da virtude.

O santo é um beato que teve grande impacto no desenvolvimento global da Fé, durante a sua vida ou após a morte.

Este estatuto é atribuído pelos Cardeais que verificam que o seu impacto na Igreja foi grande e positivo. Caso esse santo seja moderno, pede-se o parecer dos fiéis na Praça de Aristóteles.

Este estatuto é obtido no decurso de um processo de canonização, que difere caso seja um santo ancião ou moderno.
  • Caso seja moderno, a opinião dos fiéis é solicitada na Praça de Aristóteles. Em seguida decorre um processo de canonização segundo os estatutos da Cúria.
  • Se for um ancião, a canonização decorre directamente segundo os estatutos e a organização da Cúria.

O santo é um exemplo para os fiéis do mundo inteiro, bem como para todos os clérigos. A sua filosofia e as suas acções são referências reconhecidas por todos. Podem ser-lhe dedicadas igrejas, capelas, organizar peregrinações e prestar-lhe culto.
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